Energia na produção cultural em Goiânia

Entrevista com Kaio Bruno Dias

Divulgação

A pouca idade estampada no rosto camufla a crescente experiência de Kaio Bruno Dias na produção cultural goianiense. Como produtor do Centro Cultural Goiânia Ouro, Kaio aprendeu o "B, A, BÁ" e expandiu horizontes criando projetos e eventos conhecidos do público como o saudoso Rock de Quinta e o Beco d'Arte – Festival de Arte Urbana. Também poeta e compositor, ele está à frente do sarau Letra Livre e do selo Vacas Magras. Entre uma atividade e outra, Kaio mostra que a juventude da capital está aí… pronta para fazer cultura.

:: Conte um pouco da sua história. Como começou a trabalhar com cultura? Está atuando em que hoje?

Comecei a trabalhar com produção cultural por meio da literatura. Promovi eventos de literatura e que integravam outras artes (música, exposições de fotografias, artes plásticas e outros). As experiências adquiridas com os eventos de literatura trouxeram o gosto pela produção de Cultura Popular.

Atualmente, tenho projetos ativos em diversas áreas culturais devido a atuação de alguns trabalhos em espaços públicos, como Goiânia Ouro e Casa das Artes, e outros projetos e produções paralelas, como o Vacas Magras, selo independente de produção musical.

:: Para você, o que o cenário cultural de Goiânia tem para oferecer e que ainda é pouco aproveitado?

Penso que Goiânia ainda é mal aproveitada em todos os seguimentos artísticos. Mesmo com vários artistas e produtores de vários segmentos culturais atuando com frequência para movimentar a cena cultural, Goiânia ainda está longe de produzir o que tem capacidade.

:: Qual a diferença entre essa geração nova de produtores que estão surgindo na capital e uma geração atrás, aquela criadora do Goiânia Noise Festival entre outras iniciativas?

A diferença é que esses produtores mais antigos já conseguiram conquistar espaços dentro e fora do estado, já trabalham com leis de incentivo a Cultura, já tem Festival com público ativo. Lógico que isso não significa que eles estão em um mar de rosas, mas já estão mais encaminhados por já estarem nessa vida há mais tempo. E a questão de estarem há mais tempo no mercado não significa que as idéias são ultrapassadas. Eu mesmo sou um admirador da capacidade de negociação e criação do Márcio Júnior e do trabalho publicitário do Fabrício Nobre.

:: Além de trabalhar com produção, você também é músico. Essa mistura é bastante recorrente do meio cultural, e o que visões ou aprendizados ou etc (haha) uma carreira pode agregar na outra?

Várias bandas e músicos fazem isso atualmente, produzem seus próprios shows. Então, para quem já trabalha com produção e ainda tem um projeto musical, seria algo mais fácil para conseguir, ao menos, entrar em um mercado de shows.

:: Existe alguém que você admira no meio? Por que?

Aqui em Goiânia, gosto de Pio Vargas. Ele foi escritor e um grande agitador cultural em sua época. Admiro a capacidade de negociação e criatividade do Márcio Júnior, atual diretor de pautas da Agepel, o trabalho do publicitário Leo Pereira e o pique do meu amigo e companheiro de aventuras, Carlos Brandão.

:: Qual o plano mirabolante que Kaio Bruno prepara no momento?

Tenho muitos planos mirabolantes, muitos mesmo! Mas vamos falar de coisas mais concretas. Nesse momento, estou a frente do selo de produção Vacas Magras, organizando o segundo livro do LETRA LIVRE e preparo o "Balada Literária", o meu primeiro evento com apoio da lei de incentivo a cultura. Também estou trabalhando num projeto de artes plásticas para circulação de Santas Drags (sinônimo de Drags Queen).

 

Este texto é de autoria de:

Marcela Guimarães - marcelaimprensa@gmail.com

23 anos. Rock star frustrada que desistiu de tocar guitarra e foi estudar Jornalismo.Não vive sem música e é assessora de imprensa nas horas vagas...

Kaio entrevista Marcela 
Postado em 14/03/2011 às 19h20

Rock na Fábrica

Um local onde a criatividade rola solta, sem nenhum tipo de restrição ou barreira. A Fábrica Cultura Coletiva, sediada na rua 3, centro de Goiânia, reúne diversos segmentos artísticos em prol da cultura independente em Goiás. Dentro dela, está o escritório da Fósforo Cultural – coletivo ligado à música. Foi lá que a equipe GOIANinROCK realizou sua primeira entrevista na última quarta-feira, dia 9 de fevereiro.

Sentado ao lado da vaca amarela – literalmente – estava Pablo Kossa, figura conhecida e mais do que participativa da cena rock’n’roll goianiense. Em um clima descontraído, diversos assuntos foram tratados de uma maneira direta e esclarecedora, na eloquência do entrevistado.

Um dos idealizadores do Festival Vaca Amarela e da Fósforo Cultural, Pablo falou sobre sua trajetória relacionada ao rock.  Explicou como surgiu a idéia do rock pelo Niemeyer e a sua relação com os movimentos sociais. A inserção do rock no mercado e o uso de novas tecnologias foram mais alguns dos diversos temas tratados durante a entrevista.

Dá para ver que assunto não faltou! E podemos adiantar que o papo foi super agradável e motivante para a sequência de entrevistas que será realizada. Se você quiser saber mais sobre o Pablo Kossa e outras histórias do rock goianiense, continue acompanhando nosso blog e participe na elaboração de novas entrevistas. Faça parte desse projeto!

E pra deixar todo mundo com gosto de quero mais, uma palinha da entrevista, em que Pablo fala sobre a diversidade e a riqueza da cena musical goianiense:

Pablo Kossa entrevista 
Postado em 15/02/2011 às 21h50

Pergunte com a gente!

 É isso, moçada! As entrevistas para o GOIANinROCK já estão rolando.

Conversamos na semana passada com dois velhos de guerra da cena - Márcio Júnior, criador da Monstro Discos, e Pablo Kossa, fundador da Fósforo Cultural. Entrevistamos também os bem recentes, e talentosos, rapazes do coletivo de produção gráfica, Bicicleta Sem Freio.

O trabalho começado está ficando bala, mas está faltando um lance essencial. Você.

Essa semana vamos atrás de mais figurões que marcaram e continuam fazendo a história do rock em Goiânia. Queremos sua participação lá, com a gente! Há alguma pergunta que você gostaria de fazer para algum deles? Deixe ela aqui, em resposta a esse post, e nós poderemos fazê-la durante a entrevista.

Eles são:

Carlos Brandão, diretor do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro. Vai me falar que você nunca viu um filme ou foi a algum show lá?

Wander Segundo, cabeça do selo Two Beers Or Not Two Beers, também é baixista da banda punk Corja e, com certeza, você já o viu pelos festivais.

Fabrício Nobre, do selo Monstro Discos. É idealizador e ex-presidente da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), além de empregar sua poderosa voz na banda MQN.

Glauco é DJ, acompanhou o desenvolvimento da cena e está construindo um acervo enorme de fanzines sobre rock, desde a década de 80.

Jadson Júnior escreveu o livro Das Cores ao Século XXI - Uma História do Movimento Post-Punk em Goiânia nos Anos 80. Foi vocalista da Quarto Mundo, uma das primeiras bandas post-punk da cidade.

Contamos com você, porque Goiânia é ROCK!

Entrevistas 
Postado em 08/02/2011 às 19h46

 

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